Incentivos fiscais e o custo da omissão: o Brasil deixa de destinar R$ 18,1 bilhões por falta de informação

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Como RHs e líderes podem engajar seus colaboradores

Todos os anos, o Brasil deixa uma fortuna colossal na mesa. São R$18,1 bilhões que poderiam transformar realidades sociais por meio de incentivos fiscais, mas simplesmente somem no ralo. E, ao contrário do que muitos pensam, o grande vilão dessa história não é a falta de empatia ou de generosidade — é a pura e simples falta de informação.

Quando empresas e colaboradores não sabem como direcionar recursos que já seriam pagos ao governo, a omissão cobra um preço alto. É aqui que o RH e o C-Level podem deixar de ser apenas gestores de rotina e passarem a assumir um papel altamente estratégico. 

Redirecionar esse ecossistema exige transformar a informação em cultura e investir em soluções estruturadas — como a campanha Nosso Imposto Importa, da Abrace uma Causa. Entenda a seguir como o diagnóstico dessa ineficiência pode se tornar o maior motor de impacto social e engajamento na sua empresa.

A métrica da ineficiência: o diagnóstico dos R$ 18,1 bilhões esquecidos

Todos os anos, executivos e gestores de pessoas investem recursos expressivos na busca por estratégias de engajamento, cultura de pertencimento e agendas robustas de Responsabilidade Social Corporativa. No entanto, um dos maiores ativos de impacto social do país continua negligenciado dentro das próprias empresas.

Conforme dados da Receita Federal, o Brasil atingiu o maior potencial da história para destinação do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF): R$ 18,1 bilhões disponíveis para transformar realidades sem que ninguém tire um único centavo a mais do próprio bolso.

Apesar dessa quantia recorde, apenas R$ 453 milhões (2,5%) chegam à ponta.

Deixamos 97,5% desse orçamento público na mesa todos os anos. Para lideranças corporativas, esse indicador revela um diagnóstico claro: existe um abismo entre a intenção de líderes e colaboradores em gerar impacto e o conhecimento prático sobre como exercer sua cidadania fiscal.

O maior vilão não é a falta de empatia, é a falta de informação

Diferente do que muitos supõem, a baixa adesão à destinação fiscal não se deve ao desinteresse da população. O maior obstáculo é o desconhecimento. A maioria dos brasileiros não sabe que tem o direito de escolher onde aplicar uma parte do seu imposto.

A legislação brasileira permite direcionar uma fatia do imposto devido (no modelo completo da declaração) para causas de proteção a crianças, adolescentes, idosos, ou projetos culturais e esportivos. As vantagens?

Custo zero para o apoiador: o valor destinado é abatido diretamente do imposto a pagar ou somado à restituição.

Decisão consciente: o cidadão escolhe qual causa apoiar.

Participação cidadã: o dinheiro já seria destinado aos cofres públicos de qualquer forma; a diferença é a capacidade de escolher a transformação local.



“Na nossa plataforma, a destinação do Imposto de Renda não é um processo burocrático, é um ato de cidadania. O dinheiro já é seu e iria para os cofres públicos de qualquer forma; a diferença é que agora você pode escolher qual transformação ele vai financiar”, destaca Mayara Cabeleira, sócia da Abrace uma Causa.

O papel estratégico do RH e do C-level: transformando informação em cultura

Por que as lideranças corporativas devem liderar essa pauta? Em um mercado onde profissionais buscam propósito e identificação de valores com suas empresas, o RH deixa de ser uma área meramente operacional para se tornar o motor da cidadania corporativa.

Ao educar os colaboradores sobre a destinação fiscal, a liderança gera impactos imediatos na empresa:

Fortalecimento da marca empregadora (EVP): demonstrar cuidado com a educação e o planejamento financeiro/fiscal do colaborador.

Alinhamento com a Responsabilidade Social Corporativa: complementa os investimentos sociais da própria empresa com o engajamento direto da força de trabalho.

Impacto social local: os colaboradores podem direcionar recursos para instituições nas comunidades onde vivem e trabalham.

Solução estruturada: a campanha “Nosso Imposto Importa 2026”

Para facilitar esse processo nas organizações, a Abrace uma Causa lança no dia 20 de outubro a campanha “Nosso Imposto Importa 2026”.

A plataforma digital reúne centenas de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) de todo o país, 100% verificadas. A ferramenta oferece:

Calculadora automática: identificação rápida e transparente do valor exato do potencial de destinação individual.

Segurança e transparência: garantia de que os recursos cheguem a instituições regularizadas e com prestação de contas rigorosa.

Jornada simplificada: acesso direto pelo portal doeseuir.abraceumacausa.com.br.

Guia prático para RHs: como engajar sua empresa

Para transformar esse potencial em resultado real, o RH e as lideranças podem seguir este plano de ação simples:

Promova sessões de Letramento Fiscal: realize encontros virtuais informativos de 20 minutos explicando o conceito do “Custo Zero” e o impacto dos R$18,1 bilhões.

Disponibilize a calculadora internamente: envie comunicações direcionadas com o link da campanha (doeseuir.abraceumacausa.com.br) a partir de 15 de setembro.

Mobilize lideranças como embaixadoras: faça com que executivos e gerentes compartilhem suas próprias experiências de destinaçãAcompanhe o impacto coletivo: calcule o montante total direcionado pelos colaboradores da empresa e celebre o impacto social gerado sem nenhum investimento adicional no orçamento corporativo.

Da omissão ao impacto social

O abandono de 97,5% de um orçamento público bilionário é uma oportunidade perdida que o Brasil e as nossas comunidades não podem mais tolerar. Como líderes corporativos, cabe a nós eliminar o desconhecimento e conectar nossos times ao exercício prático da cidadania.

Para saber como implementar a campanha de forma personalizada na sua empresa, entre em contato pelo email [email protected].

Sobre a Abrace uma Causa

A Abrace uma Causa é uma social tech que estrutura e opera soluções de mobilização de recursos para o Terceiro Setor, integrando tecnologia, estratégia de comunicação, governança e inteligência de dados. Referência na destinação digital do Imposto de Renda Pessoa Física para projetos incentivados, apoia empresas, institutos e fundações na construção de jornadas de impacto alinhadas às suas estratégias de negócio e compromissos sociais.